Can't be Changed
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Invisible
Eu sou apenas alguém, ou até mesmo ninguém, talvez alguém invisível sem a menor esperança de tornar-me visível. Eu sei de todas as suas fraquezas e alegrias, mas você de mim nada sabes. Nem das minhas fraquezas, nem da minha covardia, nem sequer que eu existo. É como num filme banal, entre o figurante e o ator principal. Meu papel era irrelevante para contracenar no filme.
Medo de arriscar
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, pelo simples medo de arriscar.
- William Shakespeare
- William Shakespeare
quinta-feira, 1 de julho de 2010
O meu retrato, e o seu retrato. Pare um pouco de ler essas palavras e pense: nesses últimos dias, existe alguma coisa que você teve vontade de fazer, mas acabou não fazendo por preocupar-se demais com os outros, ou com as conseqüências do ato em si ? Se você conseguiu dizer “não” depois dessa pergunta, eu te parabenizo. O Narrador pode ser qualquer um de nós. Envoltos em uma sociedade que dita regras ridículas, que inventa preceitos que não, não devem ser seguidos.
Crescemos achando que seremos especiais se continuarmos assim, vivendo em sociedade, de maneira alegre, como carneiros em um pasto. Mas, se o simples fato de se destacar dentre as pessoas pode ser positivo, isso só comprova que a sociedade, em si, é falha. É injusta. É desigual. E o Narrador é tão dependente desse preceito que, para curar sua insônia, freqüenta grupos de terapia apenas para saber que existem pessoas piores que ele. Saber da desgraça alheia pode te causar duas sensações: a indiferença, ou a massagem no ego. Ou aquilo não afetará sua vida de modo algum, ou ela servirá para que você saiba que não está tão ferrado assim. Quando a sua mãe fala para você terminar o prato de comida, porque tem gente passando fome na rua, ela não está preocupada com a criança que vai morrer em um dia ou dois, desnutrida. Tá preocupada com você, e só você. Não é compaixão; é egoísmo.
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